sábado, 28 de março de 2009

Identidade X # 08


Foi o plano perfeito. Durante anos, Gambit e a Dra. Vanessa Rogue tramaram o motim que desestabilizaria a UCM. Israel e LeoSpidey foram assassinados. Gustavo Frost, Matt Murdock, Eric Tuf, Taryn, Mystique e James Howlett foram acusados de traição e hoje são fugitivos procurados mundialmente, enquanto Witch-X foi exilada no inferno. Era apenas questão de tempo para que X-Girl fosse caçada ou assassinada. Para protegê-la, X-Boy forja a morte da Legionária e cria uma nova identidade para ela. Isso aconteceu oito meses atrás. Hoje, com o falso nome de Elizabeth Pryde, a ex-X-Girl tem uma nova e pacata vida na cidade do Recife, em Pernambuco, onde é apenas uma universitária comum e sem poderes.





# Recife – PE.

O despertador toca. São seis e quinze da manhã. A garota levanta-se da cama ainda meio sonolenta. Ela toma um banho, arruma-se e prepara seu café da manhã enquanto assiste ao noticiário na TV. Estão mostrando uma reportagem sobre a campanha política de Douglas Ricci, também conhecido como Gambit, que está se candidatando ao senado. E um dos pontos chaves de sua campanha é a caçada aos “traidores” da UCM.

X-Girl – (desligando a TV e tomando um gole de café) Maldito!

Há oito meses, X-Girl tem essa nova vida. Seu nome agora é Elizabeth Pryde. Ela vive em um apartamento no bairro de Boa Viagem, possui um palio weekend 2006 e está cursando o segundo período de Administração na UNICAP. Parece ser uma boa vida. Mas só ela sabe o que passa diariamente. O medo de que descubram sua verdadeira identidade, a angústia pelos amigos que estão sendo caçados, o ódio e sentimento de vingança com Gambit e a UCM, a dor pela perda dos entes queridos. E toda noite ela tem pesadelos com eles. LeoSpidey, Israel, X-Boy... Seu pai! Ela pensa em como sua mãe deve estar arrasada pela perda do marido e pela suposta morte da filha. E todas as noites, X-Girl chora por isso.

# UNICAP. 7h00min.

X-Girl, ou “Liz Pryde” como é conhecida atualmente, entra na Universidade para mais um dia normal de aula. Antes de entrar na sala, porém, pára num caixa eletrônico e saca duzentos reais da milionária conta bancária que X-Boy abriu para ela. Tudo tranquilamente, até que Paula Queiroz, sua colega de sala de aula, aparece ofegante.

X-Girl – O que foi, Paula? Que cara é essa?

Paula Queiroz – O quê? Você não tá sabendo?

X-Girl – Sabendo do quê?

Paula Queiroz – (assustada) Nós temos que sair daqui! (gritando) Agora!

X-Girl – Paula, calma! O que está acontecendo?

De repente, vários alunos aparecem correndo desesperados. Paula puxa X-Girl pelo braço e sai correndo também.

X-Girl – (confusa) Paula? O que está havendo?

Paula Queiroz – (gritando) Eles voltaram, Liz!

X-Girl – (gritando) Eles quem?

Subitamente, sete motoqueiros surgem nos arredores da Universidade, circundando os alunos. Mas não são motoqueiros normais. São os Sete Pecadores. Dez meses atrás, eles eram apenas sete alunos rebeldes do curso de turismo e usuários de drogas genéticas. Todos filhos de famílias ricas, os sete jovens começaram a buscar por versões mais turbinadas das drogas genéticas e pagavam rios de dinheiro por elas. O uso excessivo lhes causou não somente mutações forçadas, mas também vários distúrbios mentais. Desorientados, os sete se uniram e tramaram o assassinato de seus pais para ficarem com a herança. As autoridades conseguiram provas para incriminar os jovens mutantes assassinos, entretanto os Sete Pecadores desapareceram desde que o crime foi revelado. E eles estavam sumidos até o dia de hoje. A história dos Sete Pecadores foi história nacional, mas talvez X-Girl estava ocupada demais escapando dos traidores da UCM para ler jornais.

X-Girl – (suspira) E mais essa agora...

Os motoqueiros continuam a aterrorizar os alunos. Cada um deles representa um dos sete pecados capitais.

X-Girl – O que eles estão fazendo aqui?

Paula Queiroz – E-eles eram alunos daqui. Mas sumiram desde que a prisão deles foi declarada.

De repente, Sérgio Marola, um dos alunos resolve encarar os motoqueiros.

Sérgio Marola – (usando uma raquete de tênis) Vocês pensam que tenho medo de vocês, seus viciados? Eu não tenho medo!

Avareza – (gargalha) Não tem medo da gente? Pois devia, mauricinho tolo! Gula, mostre a ele e a todos os outros porquê devem nos temer!

Subitamente, o Gula salta em cima de Sérgio Marola e começa a devorá-lo com suas presas. Os alunos se desesperam.

De repente, a PMU (Polícia Mutante Universitária) chega ao local. Então uma verdadeira guerra acontece. O Oficial Roger atinge o Gula e o Luxúria com rajadas de plasma, enquanto os Oficiais David e Juliano atacam com gritos sônicos o Avareza. Os alunos começam a correr fora do campo de batalha, deixando a PMU enfrentar os Sete Pecadores. X-Girl fica parada, observando. Paula volta e a puxa pelo braço.

Paula Queiroz – Liz! Tá doida, menina? Temos que sair daqui! Deixa que a PMU resolve isso agora. Não há nada que possamos fazer!

X-Girl – É... Não há nada que possamos fazer.

Renascimento

Parte 1

Arquivo Morto



# Restaurante da Vovó Mutante. 12h35min.

X-Girl e seus amigos estão almoçando num restaurante próximo da Universidade enquanto discutem sobre o ataque dos Sete Pecadores.

Maria Eva – (...) E aquelas imitações de mutantes deviam ser escorraçadas para os confins do universo!

Pablo Basílio – Nossa! Que radical, hein, Eva?

Lúcio Martins – Mas a Eva tá certa. Os Sete Pecadores não podem escapar dessa vez! A PMU devia mandar esses caras lá pra UCM! Eles sim iriam tratar os Sete Pecadores como merecem.

Paula Queiroz – Fala sério! A UCM não consegue nem pegar a Legião X! Concorda, Liz?

X-Girl – Não sei, Paula. Não tô acompanhando isso não.

Maria Eva – Elizabeth! Todo mundo acompanha isso! Até minha vó de setenta anos tem uma camisa de “Procura-se James Howlett”.

X-Girl – (desconfortável) Pois é, mas não me ligo muito em caçadas policiais não. Podemos mudar de assunto?

Lúcio Martins – É! A gente tem que se concentrar na prova de Direito Comercial que vamos ter amanhã!

Pablo Basílio – Fala sério! Pra quê a gente tem que pagar essa matéria? Se eu gostasse de Direito, não tinha escolhido fazer Administração.

O pessoal continua discutindo sobre a prova, enquanto X-Girl fica pensativa.

# Apartamento de Liz Pryde, a X-Girl. 22h25min.

X-Girl está em seu quarto em meio a vários livros e apostilas estudando para a prova do dia seguinte. Mas ela não consegue se concentrar. Ela fica pensando nos últimos oito meses. Em tudo de ruim que viu. Em todos os ataques de mutantes criminosos, de assaltos, de guerras, de seqüestros... E ela não fez nada para evitar isso. Ela tem poderes para isso. É capaz de enfrentar todos esses desafios. Ela é uma heroína. Ou foi uma heroína. O fato é que agora X-Girl não existe mais. Ela agora é só mais uma civil. Só Elizabeth Pryde. E tem que aceitar isso, se quiser continuar viva. Ela levanta-se da cadeira e segue em direção à cozinha para pegar mais uma xícara de café, quando leva um choque a encontrar LeoSpidey diante dela.

LeoSpidey – Você não pode se esconder, Elizângela.

X-Girl – (espantada) O quê...? Você não está aqui! Você está morto!

LeoSpidey – Sim, eu morri. Mas você continua viva. E pode fazer a diferença no mundo! Pode ser uma heroína como sempre foi.

X-Girl – Isso é loucura! O que é que tinha nesse café? Drogas genéticas alucinógenas?

LeoSpidey – A X-Girl pode estar morta para o mundo, Liz. Mas ela continua viva dentro de você.

X-Girl – (lágrimas escorrem pelo seu rosto) E-eu não posso, Leo! Se a UCM descobrir que estou viva... E-eu não posso enfrentá-los sozinha! Não sou forte o bastante!

LeoSpidey – Você matou Elizângela Araújo e fez com que nascesse a Elizabeth Pryde. Mas você matou a X-Girl, e ninguém nasceu no lugar dela. Você ainda pode ser uma heroína, Liz. Mas não precisa ser a X-Girl.

X-Girl – (chorando) Desculpe, Leo. Desculpe por não ter te ajudado. Não ter evitado sua morte.

LeoSpidey – Você não pode fazer mais nada por mim, Liz. Mas pode fazer pelos outros. Os que estão vivos. Vá lá! Salve o mundo, ajude as pessoas! Essa é a Liz que eu conheço! A Liz que está aí dentro e louca pra sair!

X-Girl – E-eu entendo, Leo.

LeoSpidey – (sorrindo) Ótimo! Agora é melhor você virar a página, pois já babou em cima de todo o capítulo seis.

X-Girl – Hein?

De repente, X-Girl acorda. Ela estava dormindo em cima dos livros. Meio desorientada, ela olha para os lados. Foi tudo um sonho. Mas era tão real. Será mesmo que foi um sonho ou seu falecido amigo LeoSpidey estava realmente lá?

# UNICAP.

Liz está na sala de aula fazendo a prova de Direito Comercial. Tudo corre bem, e ela é uma das primeiras a acabar a prova, saindo da sala. Maria Eva sai logo em seguida.

Maria Eva – E aí, Liz? Como foi a prova?

X-Girl – Ah, foi tudo bem. Adoro Direito. (sorrindo) Meu pai sempre quis que eu fosse advogada.

Maria Eva – Seu pai era advogado?

X-Girl – Er... Não, ele não era. Meu pai era um homem humilde. Do campo. Comprou umas fazendas ali, outras acolá, até que conseguiu um bom dinheiro. (sorrindo) Ele era um bom homem.

Maria Eva – Você deve sentir muita falta dele, né? Você não tem vontade de procurar o resto de sua família? Sei que seus pais morreram, mas você deve ter algum primo ou tio distante por aí!

X-Girl – Não há nada pra mim por aí, Eva.

De repente, Gil Garcia, um estudante do quarto período de jornalismo, aparece no corredor.

Gil Garcia – Maria Eva! Que bom encontrá-la! Você não sabe o que eu descobri!

Maria Eva – Ah, não! Lá vem você de novo com toda aquela conspiração da Copa do Mundo na França.

Gil Garcia – Mas aquilo foi óbvio, Eva! (suspira) Enfim, mas não é isso não!

Maria Eva – Tá, tá! Diz aí! Ah, me deixa apresentar! Essa aqui é a Liz Pryde, que estuda comigo. Esse é Gilberto Garcia, meu irmão mais velho obcecado por conspirações e lendas urbanas.

X-Girl – (sorrindo) É um prazer! Então, Gilberto? O que descobriu?

Gil Garcia – (sorrindo) Pode me chamar de Gil! O que eu descobri foi isso! (mostrando várias matérias de jornais) O caso do Professor Alberto Nogueira, assassinado nessa Universidade em 1988!

Maria Eva – Ah, não, Gil! De novo esse negócio? Esse assunto já foi resolvido anos atrás! O professor foi assassinado por aquela aluna que tinha um caso com ele.

Gil Garcia – Não, não! Eu tava investigando aqui! Tem muita coisa que não bate!

Maria Eva – Por que você não é um aluno de jornalismo normal como qualquer outro? Vai cobrir o campeonato brasileiro ou entrevistar algum Big Brother.

X-Girl – Por que você acha que ele não foi assassinado pela aluna, Gil?

Maria Eva – E você ainda dá corda, pra ele? Fala sério!

Gil Garcia – Cala a boca, Eva! Enfim, o Prof. Alberto sempre passou a imagem de cara correto, centrado, era um dos mais conceituados em todo o estado. Só que quando o boato do adultério veio à tona, o mundo dele caiu! O tão respeitado Prof. Alberto Nogueira com um caso com uma jovem de vinte e três anos! Foi um choque pra família, amigos e colegas de trabalho! Até que, uma semana depois, ele apareceu morto dentro da sala dele aqui nessa Universidade!

X-Girl – E quem o matou?

Gil Garcia – Disseram que foi a aluna amante. A versão oficial da história era que a aluna o seduziu e aí eles começaram o caso. E quando tudo veio à tona, o professor queria terminar tudo, mas a aluna não queria abandoná-lo. Então, por obsessão, ela o matou.

Maria Eva – Isso mesmo! A menina foi presa e todos acabaram bem! Fim! Por que você insiste tanto nessa história, hein?

X-Girl – Se o caso foi resolvido, por que você ainda está vasculhando?

Gil Garcia – Porque eu sei que ela é inocente!

Maria Eva – Tá, Gil! Que seja então! Acabou! Você não pode fazer mais nada!

Gil Garcia – Você não pode me impedir de revelar a verdade!

Maria Eva – Eu não quero que você se machuque. Só isso.

Gil Garcia – (indo embora) Eu só quero que o verdadeiro criminoso pague! E agora que encontrei uma testemunha, vou poder provar que a aluna é inocente!

Maria Eva – (gritando) Testemunha? Que testemunha? Gil! Ah, droga!

X-Girl – Por que toda essa obsessão?

Maria Eva – Você não é a única que veio de uma família destruída, Liz. Na verdade, eu e o Gil somos meio-irmãos. Quando minha mãe casou com meu pai, ela já tinha um filho do outro casamento: o Gil. O Professor Alberto Nogueira é seu pai biológico. O Gil tinha seis anos quando isso tudo aconteceu. Minha mãe dizia que ele tinha o maior orgulho do pai. (cabisbaixa) O Gil estava passando o dia com o pai quando ocorreu o assassinato. Ele foi a primeira pessoa que viu o Professor Alberto Nogueira morto.

X-Girl – Meu Deus. Deve ter sido um choque!

Maria Eva – Muito! Quando o Gil abriu a porta da sala dos professores, lá estava seu pai caído no chão e com uma bala na testa. Foi difícil pra todo mundo. Dois anos depois, minha mãe conheceu meu pai e se casaram. Três meses depois eu nasci. Durante toda minha infância eu lembro do Gil sempre cabisbaixo e isolado. Na adolescência foi pior. Ele começou a investigar crimes de assassinatos e teorias de conspirações. Achava que não podia confiar em ninguém.

X-Girl – E por que ele acha que a aluna não foi a responsável pela morte do pai? Por que ele quer tanto defendê-la?

Maria Eva – (suspira) Seu nome era Eleonora Aragão. E ele não foi só aluna do Professor Alberto, mas também foi babá do Gil desde que ele nasceu. Eles eram muito apegados. Quando o assassinato ocorreu, surgiram três suspeitos principais: a aluna amante, a nossa mãe e o pai da aluna. Nossa mãe logo foi inocentada, pois estava em Fortaleza no momento do crime. Durante meses, as autoridades realizaram investigações até que declararam a Eleonora como criminosa. Mas o Gil nunca acreditou.

X-Girl – E agora, de repente surge essa testemunha misteriosa que vai ajudá-lo?

Maria Eva – Pois é! E eu tenho medo disso! O Gil é obcecado por essa história! Às vezes ele se envolve com muita gente perigosa! Só Deus sabe com quem ele está lidando agora!

# Bairro do Recife Antigo.

Gil Garcia está sentado em um barzinho, quando um homem em seus sessenta anos, calvo e com um cachimbo aproxima-se e senta-se ao seu lado.

Gil Garcia – Demorou, hein? Faz meia hora que estou aqui. Pensei que você tinha desistido.

Francisco Brasa – Estava vendo se estava mesmo sozinho. (acenando para o garçom) Uma dose de Johnny Walker Black, por favor!

Gil Garcia – Como pode ver, eu estou sozinho. E aí? O que tem para mim?

Francisco Brasa – Primeiro você tem que me prometer que nunca vai citar meu nome. Que você e eu nunca tivemos esse encontro! Se você prometer isso, eu lhe darei todas as provas que tenho!

Gil Garcia – Fica frio, Popeye! Desembucha!

Francisco Brasa – Ok. (suspira) Pra começar, o assassinato de seu pai não tinha nada a ver com o adultério. Aquilo foi apenas uma distração. Só um bode expiatório, para que ninguém soubesse a verdade! Ninguém soubesse o que fizemos.

Gil Garcia – Como assim “o que fizemos”?

Francisco Brasa – Seu pai e eu fazíamos parte de um clube acadêmico. Mas os fins desse clube não eram exclusivamente acadêmicos.

Gil Garcia – E o que realmente vocês faziam?

Garçom – (chegando) Sua dose, senhor.

Francisco Brasa – Obrigado. (bebendo) Nosso clube era como uma agência. Nós... (tossindo) Nós realizávamos... (tossindo)

De repente, Francisco Brasa começa a ficar sem ar.

Gil Garcia – (assustado) Sr. Brasa? O que houve?

Francisco Brasa – (tossindo) Pupila Rubi. (tossindo) Pesquise... sobre Pupila... (tossindo) Rubi!

Gil Garcia – (assustado) Sr. Brasa??

# Apartamento da Família Menezes. 20h41min

Gil Garcia entra no apartamento junto com seu padrasto. Sua mãe, Emmanuella Menezes, o recebe com um forte abraço.

Emmanuella Menezes – Meu filho! Por que você continua fazendo essas coisas?

Gil Garcia – Eu tinha que descobrir a verdade, mãe!

Manoel Menezes – (suspira) Francisco Brasa está morto. Ataque cardíaco.

Gil Garcia – Ele foi envenenado!

Manoel Menezes – Gilberto! Você tem que parar com essas conspirações! Por que não deixa o passado no lugar dele? Pare de desenterrar esses traumas!

Gil Garcia – (gritando) Eu só quero a verdade, Manoel!

Emmanuella Menezes – Gilberto! Pare com isso! Temos visita em casa! Sua irmã está aí com uma amiga!

Maria Eva – (chegando) Gil!! Você está bem? (abraçando-o)

Gil Garcia – Tô legal! Tô legal!

X-Girl – Estávamos preocupadas.

Gil Garcia – (indo para seu quarto) Valeu, Liz.

Emmanuella Menezes – Esse garoto não tem jeito! A gente tem que fazer alguma coisa!

Manoel Menezes – Fazer o quê? Já pagamos inúmeras terapias para ele!

X-Girl – Eva, eu posso ir falar com ele?

Maria Eva – Com o Gil? Fique à vontade. Só tome cuidado para não cair em alguma de suas teias conspiratórias.

X-Girl vai até o quarto de Gil e bate à porta. Ele abre e a deixa entrar.

Gil Garcia – Veio ver se estou mesmo louco, Liz?

X-Girl – Só vim conversar com você, Gil. Saber se você está bem.

Gil Garcia – Se eu estou bem? Uma forte testemunha que estava prestes a me revelar segredos do passado morre misteriosamente. Você acha que eu estou bem? (pausa) Desculpa, Liz. Eu estou de cabeça quente. Você deve achar mesmo que eu sou louco.

X-Girl – Eu sei como você se sente, Gil. Sabe, um tempo atrás eu descobri coisas sobre minha família que eu nunca imaginaria. Segredos escondidos por décadas que só vieram à tona recentemente (lembrando que seu pai foi Deadpool, o primeiro Agente X da UCM). Depois descobri coisas sobre as pessoas que eu julgava serem amigos. Coisas perigosas (lembrando do motim na UCM). Então você me pergunta se eu te acho louco? Não, Gil. Eu não te acho louco, porque sei o que é descobrir segredos que estavam enterrados durante anos.

Gil Garcia – (sorrindo) Valeu, Liz. Minha terapeuta nunca me disse isso. Ela sempre fala que eu “viajo” demais.

X-Girl – Talvez ela até esteja certa. Gil, você está emocionalmente ligado à esse caso. Por isso, às vezes age de forma impensada. Você precisa ser mais racional. Precisa de uma “âncora” para te segurar quando você agir por impulso. Precisa da razão, ao invés da emoção. E é por isso que eu vou lhe ajudar a descobrir a verdade sobre o assassinato de seu pai.

Gil Garcia – (espantado) O quê?


Na próxima edição: X-Girl e Gil Garcia investigam sobre a Pupila Rubi, a única pista que Francisco Brasa deu antes de morrer, e descobrem um sórdido segredo do tal “clube acadêmico”.

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