O invencível Cain Marko, o caçador de mitos Colossus, a ilusionista Vampira do Rock, a feiticeira Irmã Rubra, o dissimulado vampiro Murcegoso, a telepata Miss Insensível e a bruxa Witch-X. Com a missão de enfrentar os desafios do sobrenatural, eles formam a equipe mística da Legião X.
# Paris – França. Igreja da Congregação das Irmãs Rubras.
Murcegoso está sentado em uma cadeira, enquanto Colossus, Cain Marko, Irmã Rubra e Miss Insensível estão ao seu redor.
Colossus – Então quando é que você iria nos dizer a verdade sobre sua origem, “Marcelo”?
Murcegoso – (gritando) Não há nada pra falar! Marcelo está morto!
Irmã Rubra – Antes de você ser esse vampiro imundo, você era o padre dessa igreja! Você a fundou e viveu aqui durante dez anos! Acolheu Alice Brumas entre suas noviças! O que aconteceu depois? Por que não há nenhum relato sobre você nos livros?
Cain Marko – Cara, eu ainda não acredito nisso! Juro que não consigo imaginar o Murcegoso de batina.
Murcegoso – (gritando) Eu me recuso a falar sobre isso! A vida que eu levava... Quem eu fui... Tudo isso morreu séculos atrás! (mostrando as presas) Isso é o que eu sou agora!
Irmã Rubra – (estapeando-o) Nada disso é por acaso! De alguma forma, você influenciou na criação das Irmãs Rubras. E quero que me diga o que aconteceu naquela época! (gritando) Agora!
Murcegoso – (com ódio nos olhos) Você pode me espancar e arrancar minha pele, Bruxa, mas eu não vou falar nada sobre aquela época!
Cain Marko – Ele não vai colaborar, Lara. Se você quer mesmo saber a verdade sobre as origens das Irmãs Rubras e do “Padre Murcegoso”, terá que obter de outra forma.
Irmã Rubra – (com um olhar enigmático fixo em Murcegoso) Eu sei como fazer isso!
Colossus – Você não está pensando em fazer aquilo, né? Lara, é perigoso! Tanto pra você quanto pro Murcegoso! Não que eu me importe com ele, mas...
Murcegoso – Epa! Peraí! Ela vai fazer o quê??
Irmã Rubra – É o único meio, Pete.
Murcegoso – (levantando-se) Aí! Chega! Tô fora! Vocês pensam que eu sou o quê? Ficam me usando pra tudo! Pra tirar a Witch-X do inferno, pra deixar a Lady Death lá, pra exorcizar o Cain, e agora para uma aula de história das Irmãs Rubras!
Cain Marko – (segurando Murcegoso) Sossega aí, morceguinho. (olhando para a Irmã Rubra) Lara, que parada é essa? Você vai fazer o quê?
Irmã Rubra – Uma sessão de regressão mística.
Miss Insensível – Você vai fazer com que o Murcegoso relembre e nos conte o passado dele?
Irmã Rubra – Mais do que isso. Eu vou vivenciar suas memórias durante a regressão.
Cain Marko – Isso quer dizer que você vai estar dentro da mente do Murcegoso?
Colossus – Lara, isso é um absurdo! Um feitiço desses é bastante perigoso e requer um elevado grau de concentração. Se algo der errado, sua mente pode ficar presa no passado para sempre.
Irmã Rubra – Não seja tão dramático, Peter Anderson.
Murcegoso – (gritando) Hey, hey, hey! Não concordo com isso não! Se já é ruim quando telepatas entram em minha mente, imagina se for uma bruxa! Não! Não! Não!
Cain Marko – (esmurrando Murcegoso, deixando-o inconsciente) Já tô de saco cheio desse vampiro só reclamando!
Colossus – Lara, isso é arriscado!
Irmã Rubra – Eu tenho que fazer isso, Pete!
Os Legionários continuam discutindo, quando Vampira do Rock entra.
Vampira do Rock – Er... Gente, não sei se é uma boa hora pra falar isso, mas acabei de topar com a Witch-X lá fora. Ela disse que tá indo pro Brasil resolver uns assuntos pendentes.
Irmã Rubra – O quê? Como assim? Que assuntos pendentes?
Vampira do Rock – Disse que ia atrás da X-Girl e do X-Boy. Será que depois de passar um tempo no inferno, ela agora quer ir pro Céu?
Origens
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O Senhor é Meu Pastor
# Porão da ala leste...
Murcegoso está amarrado em uma cadeira. No teto está pintado um pentagrama. A Irmã Rubra começa os preparativos para o feitiço, enquanto os outros Legionários conversam com Witch-X.
Cain Marko – Rafa, você não está agindo em sã consciência!
Witch-X – Estou mais consciente do que nunca, Cain!
Cain Marko – Claro! O bafo de álcool mostra muito bem seu estado de consciência...
Colossus – Como você tem tanta certeza de que eles estão vivos?
Witch-X – Eu simplesmente sei.
Miss Insensível – Rafaela, eu vi os objetos em seu quarto. Você fez o feitiço, não é?
Colossus – Feitiço? Que feitiço?
Miss Insensível – Ela invocou os mortos.
Colossus – (espantado) Como é que é? Será que isso é mal de família? Quando é que vocês vão parar de realizar feitiços perigosos como esses? Sabe como é arriscado trazer um espírito do além? Ainda mais quando quem realiza o feitiço está embriagada!!
Cain Marko – Quem você invocou, Witch-X?
Witch-X – O Leo.
Cain Marko – Leo...
Colossus – (suspira) O que ele disse?
Witch-X – Que estava bem e tal. E-eu disse que não estava conseguindo invocar a Liz e o X-Boy. Foi aí que o Leo me disse que eles estavam vivos.
Miss Insensível – Mas isso é impossível. Eles morreram oito meses atrás.
Witch-X – O suposto cadáver da X-Girl foi encontrado totalmente carbonizado e sem possibilidade de reconhecimento. E o corpo do X-Boy nunca foi encontrado. Eles estão vivos! Eu sei!
Colossus – O que mais o Leo disse? Ele falou onde eles estão?
Witch-X – Ele disse que não sabia. Só sabe que estão vivos. (gritando) E eu vou procurá-los!
Cain Marko – Rafa, como você vai fazer isso? Você sabe que magia só rastreia magia. Vai ficar pulando de portal em portal até encontrá-los? É impossível!
Colossus – Você não está agindo em sã consciência, Rafaela. Faça o seguinte: tome um banho, relaxe um pouco e depois que a Irmã Rubra terminar a sessão de regressão, veremos o que iremos fazer, ok? Vamos decidir isso juntos! Como uma equipe! Um ajudando o outro!
Witch-X – (suspira) Beleza. (saindo) Vou ver se essa Igreja tem algum chuveiro quente...
Vampira do Rock – Coitada... Aqui nem chuveiro tem. Eu tive que tomar banho de bacia hoje cedo...
Irmã Rubra – (com os olhos rubros) O feitiço está pronto.
Miss Insensível – Há alguma coisa que possamos fazer?
Irmã Rubra – Mantenham o vampiro debaixo do pentagrama.
O feitiço começa, deixando Murcegoso e a Irmã Rubra em estado catatônico. Ela começa a vagar pela mente do vampiro, assistindo à todas suas lembranças sem interferir, como se fosse um filme.
# Paris – França. 02 de setembro de 1311.
O padre está rezando, quando a jovem garota aproxima-se, aos prantos.
Alice Brumas – (aos prantos) Padre Marcelo, Padre Marcelo! Ajude-me!
Padre Marcelo Corinus – O que houve, minha jovem? O que lhe aflige?
Alice Brumas – (aos prantos) Tenho tido pesadelos horríveis, padre. E eles pioram a cada noite!
Padre Marcelo – Conte-me sobre seus pesadelos, minha jovem.
Alice Brumas – E-eu não sei direito. É tudo tão confuso. Eu vejo uma onda de terror e trevas se aproximando. Vejo muito sangue! (chorando) Oh, Padre! Será que sou uma bruxa?
Padre Marcelo – Acalme-se, minha filha. Você está em choque. Tudo isso deve ser conseqüência das histórias do seu pai.
Alice Brumas – (enxugando as lágrimas) Meu pai, o Conde, está cada vez mais estranho, Padre. E-ele diz que tem sonhos perturbadores. Que não consegue mais focar em nada e não sabe o que está acontecendo agora, o que já aconteceu e o que ainda irá acontecer. (chorando) Sua mente está em frangalhos. Ele passa dias trancado em seu quarto escrevendo em seu precioso diário.
Padre Marcelo – Já pensaram em chamar um Padre Exorcista? Acredito que o Conde possa estar possuído por algum espírito maligno ou tenha sido alvo de alguma bruxaria.
Alice Brumas – E-eu não sei. Eu tenho medo. (chorando) Eu tenho medo de que eu seja que nem meu pai. Que eu fique louca como ele! Por isso, Padre, eu lhe peço abrigo. Gostaria de ficar aqui! De ser uma de suas noviças e ter a alma purificada.
Padre Marcelo – (sorrindo) Você será bem vinda, minha filha.
Alice Brumas – (beijando a mão do Padre) Oh, obrigada! Obrigada, Padre Corinus!
# 14 de dezembro de 1313.
A Irmã Alice Brumas está dormindo, quando acorda gritando após terríveis pesadelos.
Irmã Alice Brumas – (suando) Meu Deus! Ajude-me! Ajude-me a entender o que é isso! Por que eu tenho essas visões?
A Irmã levanta-se e vai até a cozinha beber um copo de água. Subitamente, ela vê a imagem de um vampiro no copo da água. Assustada, ele larga o copo no chão, quebrando-o.
Irmã Alice Brumas – (sentando-se em uma cadeira) Meu Deus... O que é isso tudo? Será que essas visões querem dizer alguma coisa?
Subitamente, um ser cinzento, careca e dos olhos esbugalhados surge diante da Irmã Alice Brumas.
Mosca – De fato, minha jovem. Tudo o que você tem a fazer é interpretá-los da forma correta.
Irmã Alice Brumas – (com um olhar de ódio) Você? O que faz aqui? Já mandei você sumir da minha vida!
Mosca – (sorrindo) Quanta hostilidade, Srta. Brumas. Nem parece que somos amigos.
Irmã Alice Brumas – Eu sei muito bem quem você é. O que você é. (gritando) Você infectou meu pai! Você o atormentou com essas visões do passado, presente e futuro! E agora me tortura com essas imagens apocalípticas!
Mosca – O destino de seu pai foi traçado há muito tempo, Srta. Brumas. Eu não fiz nada. Estou aqui apenas para orientá-lo.
Irmã Alice Brumas – E quanto a mim? Eu te vejo desde meus três anos de idade. No começo minha mãe achava que você era um simples amigo imaginário, mas eu fui crescendo e ela começou a se preocupar, achando que eu poderia ser uma bruxa. Por isso eu parei de falar de você para ela. (gritando) Por isso eu pedi que você sumisse de minha vida!
Mosca – Alice, eu não vou sair de sua vida até que você complete sua missão. Você tem um destino a cumprir. Milhares de pessoas irão depender de você. Principalmente o Padre Marcelo Corinus.
Irmã Alice Brumas – O que tem o Padre?
Mosca – Ele está em perigo. O mal se aproxima dele e você tem que impedir isso. Do contrário, seu futuro será trágico.
Irmã Alice Brumas – As visões que tenho... O mal, o sangue, os vampiros... Tudo isso é para me alertar do que pode acontecer?
Mosca – Exato, Alice. E o mais importante: para salvar o futuro, você tem que lutar contra si mesma.
Irmã Alice Brumas – Lutar contra mim mesma? Como assim? Eu não entendi...
Mosca – (sorrindo) Mas vai entender... (desaparecendo).
# 07 de março de 1314.
O Padre Marcelo Corinus está andando pelo corredor, quando começa a escutar um barulho vindo do quarto da Irmã Alice Brumas. Ele entra no quarto e vê Alice quebrando e destruindo todas as coisas de seu quarto. Ela está fora de si, chorando e gritando. O Padre vai ao seu encontro e a segura, impedindo que continue com a destruição.
Padre Marcelo Corinus – Alice? O que está fazendo?
Irmã Alice Brumas – (aos prantos) Deixe-me, Padre! Deixe-me destruir tudo! Não sou digna desse local! Não sou digna dessa Congregação! (olhando para a imagem de Cristo) Não sou digna do respeito Dele.
Padre Marcelo Corinus – Por que está dizendo isso, minha filha? Por causa de seus pesadelos?
Irmã Alice Brumas – (chorando) Apesar de meus pesadelos serem horríveis, são os pensamentos que tenho quando estou acordada que mais me assustam, Padre.
Padre Marcelo Corinus – O que houve, minha filha? Fale! Pode se abrir comigo.
Irmã Alice Brumas – (chorando) Não, Padre! Eu não posso! Eu não devo falar! É errado! (baixando a cabeça) Agora... Agora eu entendo o que ele disse com “lutar contra mim mesma”.
Padre Marcelo Corinus – Confie em mim, Irmã Brumas. Seja o que for, podemos resolver isso juntos!
Irmã Alice Brumas – (chorando) E-eu não posso... Eu não devo ficar mais aqui. Eu... Eu te amo, Padre Corinus. Amo! E odeio sentir isso! Odeio esse sentimento pecaminoso! (aos prantos) Oh, Deus! Perdoe-me! Perdoe-me por amar!
# 09 de janeiro de 1315.
O Padre Marcelo Corinus está rezando em sua Igreja, quando um distinto homem desce de sua carruagem e aproxima-se dele. O homem está trajando um belíssimo traje italiano, com um broche de esmeralda preso à camisa.
Conde Wiron Van Kamp – Boa noite, Padre.
Padre Marcelo Corinus – Conde Van Kamp. O que o trazes à minha Igreja?
Conde Wiron Van Kamp – Negócios, Padre. (sorrindo) Negócios. Como o senhor deve saber, estou há poucos meses no país, mas logo irei retornar à Roma. Entretanto, não quero partir e deixar assuntos inacabados aqui.
Padre Marcelo Corinus – Certamente, mas ainda não consigo entender por que está aqui.
Conde Wiron Van Kamp – Simples, Padre Corinus. Você tem algo que eu preciso.
Padre Marcelo Corinus – E o que seria?
Conde Wiron Van Kamp – Alice Brumas.
Padre Marcelo Corinus – (espantado) A Srta. Brumas? Mas por quê? O que você quer com ela?
Conde Wiron Van Kamp – (com os olhos verdes brilhando) Negócios, Padre. Negócios. (levantando-se) Por razões que não vem ao caso agora, eu não posso me aproximar de Alice Brumas. Por isso, ela deverá vir até mim.
Padre Marcelo Corinus – Desculpe-me, Conde, mas isso tudo parece uma enorme sandice.
Conde Wiron Van Kamp – (com uma voz tenebrosa) Nós dois sabemos que Alice Brumas não é uma jovem normal. Você vai entregá-la a mim, Padre! Senão haverá conseqüências perturbadoras para o senhor.
Padre Marcelo Corinus – (espantado) O que... O que é você?
Conde Wiron Van Kamp – (sorrindo) Seu pior pesadelo.
# 17 de julho de 1315.
A Irmã Alice Brumas está rezando no porão da Igreja, quando o Padre Marcelo Corinus se aproxima.
Padre Marcelo Corinus – Você está bem?
Irmã Alice Brumas – Vivendo sozinha nesse porão a meses? O que você acha, Padre?
Padre Marcelo Corinus – É para seu bem, Alice. O Conde Van Kamp está de olho em você.
Irmã Alice Brumas – Já faz meses que ele lhe ameaçou e nada ainda aconteceu. Talvez ele tenha desistido.
Padre Marcelo Corinus – Shaitans não desistem fácil.
Irmã Alice Brumas – “Shaitans”?
Padre Marcelo Corinus – Eu pesquisei em livros místicos e de ocultismo. O Conde Wiron Van Kamp é um demônio milenar da linhagem Shaitan. E ele está de olho em você e em seus poderes, Alice. Por isso você deve permanecer aqui. Está segura assim.
Irmã Alice Brumas – Me escondendo? Você acha que isso é estar segura? Até quando vou ficar aqui presa? É por isso que você dedicou os últimos meses a construção dessas passagens secretas? Para me trancafiar aqui?
Padre Marcelo Corinus – (gritando) Eu estou lhe protegendo! Não sei o que seria de mim se algo acontecesse com você!
Irmã Alice Brumas – (gritando) Eu não posso me esconder para sempre, Marcelo!
Padre Marcelo Corinus – (gritando) Mas você vai! Ficará aqui até eu decidir se é seguro ou não voltar lá pra cima!
Irmã Alice Brumas – Quando foi que eu deixei de ser sua noviça para virar sua escrava?
Padre Marcelo Corinus – Você deixou de ser minha noviça há muito tempo, Alice. Mas nunca será uma escrava. (subindo as escadas).
Subitamente, o Padre Marcelo Corinus é surpreendido por uma legião de vampiros dentro de sua Igreja.
Keys – (sorrindo) Boa noite, Padre! Viemos nos confessar.
Padre Marcelo Corinus – (com uma cruz de madeira) Saiam daqui, criaturas nefastas!
Keys – (gargalha) Cruzes, água benta, estacas... Isso não vai deter a gente, Padre! Não somos vampiros normais! Somos guardiões dos Shaitan! (esmurrando o padre) Somos imunes a todos esses apetrechos! (segurando-o pela batina) Sabe porque estamos aqui, não é?
Padre Marcelo Corinus – Vocês estão cometendo um erro...
Keys – (sufocando o padre) Tolo! Daniels, Lucius, Trevor! Procurem a garota! O resto pode tocar fogo na igreja. (olhando fixamente para o padre e sorrindo) Onde está sua poderosa Inquisição agora, padreco?
Subitamente, a Irmã Alice Brumas surge disparando uma rajada energética contra os vampiros.
Irmã Alice Brumas – Deixem-no em paz. É a mim que vocês querem. Não precisam destruir a Igreja e nem matar ninguém.
Keys – (sorrindo) Oras... E onde estaria a diversão?
Os vampiros começam a incendiar a igreja. As noviças correm desesperadas, mas os vampiros a seguram e a torturam. Umas são estupradas, outras são mordidas, e algumas simplesmente mortas.
Padre Marcelo Corinus – (espantado) Deus tenha piedade...
Keys – (gargalha) Deus virou as costas para você, padreco.
O incêndio toma conta da igreja. O desespero é total. As pessoas na rua ficam em polvorosa e correm sem rumo. Lá dentro, o vampiro Keys encara a Irmã Alice Brumas.
Keys – Você vem conosco, Brumas.
Irmã Alice Brumas – (com os olhos brilhando e energizando as mãos) Dêem um recado ao Conde Van Kamp. (incinerando o vampiro) Ele é o próximo!
Tomada pela fúria, a Irmã Alice Brumas destrói todos os vampiros que vê pela frente, assassinando-os sem piedade. Ela aproxima-se do Padre Marcelo Corinus, que está jogado no chão gravemente ferido.
Irmã Alice Brumas – (chorando) Marcelo, desculpe-me!
Padre Marcelo Corinus – A Igreja... ela está... sendo destruída. Saia daqui... enquanto... é tempo.
Irmã Alice Brumas – (chorando) Não vou abandoná-lo, Marcelo.
De repente, várias pessoas surgem na igreja e apagam o fogo.
Padre Marcelo Corinus – Alice... Tome cuidado! Seus... Seus poderes... devem ser usado para o bem. Somente para o bem... Está me ouvindo?
Irmã Alice Brumas – (chorando) Sim, Marcelo! Eu sei!
Padre Marcelo Corinus – Tudo bem, então. (agonizando) Agora... agora eu posso partir... em paz. (agonizando) Eu... Eu te amo... Alice...
Irmã Alice Brumas – (chorando) Não, Marcelo! Não!
A jovem noviça abraça fortemente o corpo já morto do Padre Marcelo Corinus, manchando toda sua roupa com o sangue do padre.
# 18 de julho de 1315.
O caixão com o corpo do falecido Padre Marcelo Corinus está em seu quarto na igreja. As pessoas estão no outro cômodo se preparando para levá-lo para ser velado, quando um homem entra no local.
Von Hammer – (aproximando-se do caixão) Padre Marcelo Corinus. (olhando o relógio) Está há exatamente nove horas morto, não é mesmo? (acariciando os cabelos do padre) O que Alice Brumas fez foi incrível. Ela destruiu todos meus vampiros em questão de minutos. Até mesmo Keys, o general do meu Clã Nosferatu. Sem dúvida, uma inimiga formidável. Confesso que será muito difícil executar a missão que Wiron Van Kamp me incumbiu. Entretanto, só há um meio de deter Alice Brumas: atingindo seu ponto fraco. (sorrindo) O coração.
Subitamente, Von Hammer mostra suas afiadas presas e morde o pescoço do padre.
Von Hammer – (limpando o sangue com a língua) A transformação deve ocorrer dentro de algumas horas. (sorrindo) Bem vindo ao meu Exército, General! (saindo).
Na próxima edição: Enquanto o Padre Marcelo Corinus tenta lutar contra o mal que nasce dentro de si, a Irmã Alice Brumas começa a descobrir mais sobre seu destino. É a penúltima parte de “Origens”.
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