Após o motim que desestabilizou a UCM, X-Boy forja a morte de X-Girl e cria uma nova identidade para protegê-la. Isso aconteceu oito meses atrás. Hoje, com o falso nome de Elizabeth Pryde, a ex-X-Girl tem uma nova e pacata vida na cidade do Recife, em Pernambuco, onde é apenas uma universitária comum e sem poderes. Entretanto, essa vida está prestes a acabar, pois sua identidade secreta acaba de ser descoberta...
# Prisão Mutante Federal. Recife – PE.
X-Girl está presa em uma cela com um colar inibidor. Treze agentes estão de guarda.
Agente Rogers – Não sei pra quê tudo isso! Qual o poder dela? Explodir tudo? Telepatia? Transformar-se em um gigante?
Agente Durval – Não nos disseram qual seu poder e nem quem ela é, mas os boatos que estão rolando por aí é que ela é a X-Girl.
Agente Rogers – (espantado) X-Girl? Daqueles Legionários traidores? Mas ela não morreu?
Agente Durval – Ao que parece, todos nós estávamos enganados.
X-Girl – Vocês estão enganados em relação a muitas coisas. Os Legionários nunca foram traidores.
# Sala do Diretor da Prisão.
Diretor Torres – (...) E eu sei que ela é uma fugitiva procurada, mas o que podemos fazer?
Promotora Nogueira – Temos que deixá-la em uma cela de segurança máxima! Ela é perigosa!
Diretor Torres – Ora, Sra. Nogueira! Ela está usando um colar que inibe seus poderes. Não vai conseguir atravessar as paredes e fugir daqui. Além disso, tenho treze agentes altamente preparados montando guarda em sua cela. Já entrei em contato com a UCM e eles estarão aqui dentro de poucas horas. O que pode dar errado?
Subitamente, uma enorme explosão acontece na sala do Diretor. Uma luz incandescente ilumina o local, enquanto o responsável pela explosão esmurra o Diretor e a Promotora, deixando-os inconsciente. Os policiais e agentes atacam o agressor com tiros e rajadas, mas nada acontece. As balas o atingem, mas as feridas cicatrizam rapidamente. O agressor energiza sua mão esquerda e atinge a todos com uma potente rajada. Um a um, ele vai matando todos que surgem na sua frente, até que encontra a prisioneira X-Girl.
Megarelufo – (com um sorriso cínico) A cavalaria chegou, Legionária.
A Supremacia X
# Prisão Mutante Federal. Recife – PE.
X-Girl está presa em uma cela com um colar inibidor. Treze agentes estão de guarda.
Agente Rogers – Não sei pra quê tudo isso! Qual o poder dela? Explodir tudo? Telepatia? Transformar-se em um gigante?
Agente Durval – Não nos disseram qual seu poder e nem quem ela é, mas os boatos que estão rolando por aí é que ela é a X-Girl.
Agente Rogers – (espantado) X-Girl? Daqueles Legionários traidores? Mas ela não morreu?
Agente Durval – Ao que parece, todos nós estávamos enganados.
X-Girl – Vocês estão enganados em relação a muitas coisas. Os Legionários nunca foram traidores.
# Sala do Diretor da Prisão.
Diretor Torres – (...) E eu sei que ela é uma fugitiva procurada, mas o que podemos fazer?
Promotora Nogueira – Temos que deixá-la em uma cela de segurança máxima! Ela é perigosa!
Diretor Torres – Ora, Sra. Nogueira! Ela está usando um colar que inibe seus poderes. Não vai conseguir atravessar as paredes e fugir daqui. Além disso, tenho treze agentes altamente preparados montando guarda em sua cela. Já entrei em contato com a UCM e eles estarão aqui dentro de poucas horas. O que pode dar errado?
Subitamente, uma enorme explosão acontece na sala do Diretor. Uma luz incandescente ilumina o local, enquanto o responsável pela explosão esmurra o Diretor e a Promotora, deixando-os inconsciente. Os policiais e agentes atacam o agressor com tiros e rajadas, mas nada acontece. As balas o atingem, mas as feridas cicatrizam rapidamente. O agressor energiza sua mão esquerda e atinge a todos com uma potente rajada. Um a um, ele vai matando todos que surgem na sua frente, até que encontra a prisioneira X-Girl.
Megarelufo – (com um sorriso cínico) A cavalaria chegou, Legionária.
A Supremacia X
Parte 2
O Anti- Legionário
# Prisão Mutante Federal. Recife – PE
X-Girl – (espantada) Quem é você?
Megarelufo – No momento sou aquele que veio te tirar daqui, X-Girl.
Megarelufo atravessa as paredes e entra na cela. Ele retira o colar inibidor de X-Girl e, juntos, saem da prisão.
X-Girl – (andando lá fora) Quem é você? Por que está me ajudando?
Megarelufo – Meu nome é Megarelufo e fui contratado para lhe procurar.
X-Girl – Quem te contratou?
Megarelufo – (sorrindo) Sigilo está em meu contrato, X-Girl. Só tenha que levá-la com segurança até meu chefe e o pagamento cai em minha conta bancária.
De repente, o mercenário olha para trás e não encontra a Legionária.
Megarelufo – (sorrindo) Um joguinho! Ela quer um joguinho! (passando a língua entre os dentes) Se fosse fácil demais, não teria graça.
X-Girl continua correndo, invisível, pela mata. Ela não sabe quem é Megarelufo e nem quem o contratou, mas seu instinto diz que coisa boa não é. Seja ele quem for, assassinou vários inocentes na prisão apenas para libertá-la. Um amigo seu nunca contrataria alguém para fazer isso. Mas quem será que o contratou? Alguém da UCM? Algum outro inimigo? De repente, uma rajada energética atinge X-Girl. Ao tombar no chão, ela fica visível novamente.
Megarelufo – Você pensou que podia escapar de mim, X-Girl? Eu posso sentir seu cheiro a quilômetros de distância.
X-Girl – O que... O que é você?
Megarelufo – (sorrindo) Já lhe disse! Sou o Megarelufo. Ou, se preferir, o Anti-Legionário.
X-Girl – Como assim?
Megarelufo – Eu não sou um mercenário assassino qualquer. Como você pode ver, eu tenho poderes mutantes. Tudo graças a um coquetel turbinado de drogas genéticas. (sorrindo) Eu tenho os poderes dos cinco legionários, Lizzie.
X-Girl – (espantada) O quê?
Megarelufo – Eu posso subir pelas paredes e tenho agilidade sobre-humana como o LeoSpidey. Disparo rajadas energéticas como o X-Boy. Tenho sentidos aguçados e o fator de cura de James Howlett. Posso ficar invisível e intangível como você. E abro portais místicos de teletransporte como a Witch-X.
X-Girl – Unf! Então você é um falso mutante com problema de originalidade?
Megarelufo – (sorrindo) Pense o que quiser, X-Girl. Mas graças a esses poderes, eu sou o mercenário mais bem pago de todo o mundo. Afinal, eu consegui matar aqueles dois casais e incriminei você.
X-Girl – Você o que??
Megarelufo – (gargalha) Foi fácil demais! Quando eu me fantasiei de Fofão, levei vários tiros, mas graças ao fator de cura do James, eu não me feri. Quando fui a “loira do banheiro”, atravessei as paredes com seus poderes. Na Praça Chora Menino, eu estava invisível quando cravei uma faca nas costas da minha terceira vítima. E com os poderes do X-Boy eu forjei a clássica bomba de Menthos com Coca-Cola. (gargalha).
X-Girl – (gritando) Você é um doente! Insano! E ainda por cima se fantasia de bonecos dos anos 80!
Megarelufo – (com um sorriso cínico e um olhar doentio) Não sou doente, X-Girl. Sou apenas refinado. Os assassinos hoje em dia matam sem graça nenhuma. Metem uma bala na cabeça, esquartejam, trucidam... Onde está a diversão nisso? Eu, pelo contrário, gosto de rir, de me divertir! Afinal, matar é uma arte! É uma eterna brincadeira! Matar por matar não tem graça, X-Girl. O legal é se divertir com isso. Gargalhar sozinho em casa se lembrando dos assassinatos que cometi na noite anterior.
X-Girl – (com ódio nos olhos) Você é louco! Doido de pedra!
Megarelufo – Minha mãe também dizia isso. Hoje ela está a sete palmos. Você tem sorte, pois quem me contratou quer você viva.
X-Girl – Eu não vou com você. (dando uma rasteira em Megarelufo).
Megarelufo – (levanta-se e dispara uma rajada energética em X-Girl) Você não tem como escapar de mim, Lizzie. (sorrindo) Eu sou a Legião X completa! (gargalha).
# UNICAP.
Gil Garcia – (espantada) A Liz é quem??
Maria Eva – Sem essa!
Julio Glebson – Tô falando, galera! Elizabeth Pryde é na verdade Elisângela Araújo, a X-Girl!
Maria Eva – Mas a X-Girl morreu!
Julio Glebson – Parece que estávamos enganados.
Gil Garcia – Não pode ser.
Julio Glebson – Claro que sim! Ela se disfarçou, cara! Tingiu o cabelo de loiro, lentes de contato azuis, piercing na sobrancelha, um pouco mais gordinha... Mas é ela! É a X-Girl!
João Pedro – (gargalha) É irônico que o grande jornalista investigativo Gil Garcia estava com a X-Girl disfarçada bem do lado. (gargalha).
Gil sai do local, irritado.
Maria Eva – Gil...
Julio Glebson – Deixa, Eva. Ele deve tá numa pior.
De repente, uma mulher estranha aproxima-se dos jovens.
Mulher Estranha – Vocês conheciam essa Liz Pryde?
João Pedro – É, ela estudava aqui. Mas ninguém nem imaginava que ela era a X-Girl.
Mulher Estranha – E ela foi levada ontem pela polícia?
Julio Glebson – Pois é! Parece que aquela onda de assassinatos que teve essa semana foi coisa dela. Sinistro isso. Pelo que eu me lembre, a X-Girl não era uma assassina.
João Pedro – Ora! A Legião X traiu a UCM e matou o Israel! Eles são assassinos sim!
Maria Eva – (gritando) A Liz não é uma assassina!
João Pedro – Você não a conhece.
Os três param de discutir e percebem que a estranha mulher não está mais entre eles.
João Pedro – Putz! Que sinistro.
Julio Glebson – Será que ela era da polícia?
Maria Eva – Bah! Com aquele cabelo e aquelas roupas? Duvido!
# Em algum lugar de Pernambuco...
X-Girl acorda lentamente. Ela percebe que está dentro de uma cela de adamantium à prova de poderes mutantes. Megarelufo está fora da cela, brincando com facas.
X-Girl – (gritando) O que vocês querem comigo? Quem está por trás disso tudo? É a UCM?
Megarelufo – (gargalha) UCM? Não, garota! A pessoa que me contratou quer justamente destruir a UCM e acha que você pode ser útil.
X-Girl – Eu nunca vou concordar em trabalhar com alguém que assassina inocentes apenas para me procurar!
Megarelufo – Os meios justificam os fins, Lizzie. Nós fizemos o que tinha de ser feito. Assim é a vida! Alguns são reis e outros meros peões.
X-Girl – E se eu não concordar em trabalhar para seu chefe?
Megarelufo – (sorrindo) Meu patrão é bastante persuasivo, Srta. Araújo. (olhando as horas) Agora se me der licença, tenho fazer uma transferência bancária. Adios! (saindo).
X-Girl – (gritando) Maldito! Volte aqui!
De repente, uma voz diz “Não precisa gritar com Megarelufo, Liz. Ele está apenas cumprindo ordens”.
X-Girl – (espantada) Mamãe?
# UNICAP.
Gil Garcia está sentado num banco, quando dois homens se aproximam.
Agente Prestes – Gilberto Garcia?
Gil Garcia – Quem quer saber?
Agente Prestes – Eu sou o Agente Prestes e esse é o Agente Nunes. Somos da Divisão Alfa da UCM. Gostaríamos de ter uma palavrinha com você.
Gil Garcia – Eu já disse tudo o que sabia para a polícia. Deixem-me em paz. (levantando-se).
Agente Prestes – Acho melhor colaborar, Gilberto. (retirando os óculos e mostrando os olhos vermelhos). Você vem conosco. (hipnotizando-o) Agora!
# Prisão Mutante Federal. Recife – PE.
Alguns agentes da UCM estão na Prisão Mutante Federal. Eles procuram testemunhas sobre a fuga de X-Girl e quem a libertou. Os que sobreviveram ao massacre, relatam tudo.
Agente Jorge – E então? O que temos?
Agente Kelly – Bem, as testemunhas disseram que uma espécie de portal surgiu no meio do nada e alguém saiu de dentro dele. Na ala leste, vários policias dispararam tiros e duas testemunhas disseram que viram as balas atingirem o corpo do agressor, mas ele não morria e os ferimentos cicatrizavam rapidamente. Além disso, várias paredes foram destruídas com rajadas energéticas.
Agente Jorge – Impressionante. (ao telefone) Gambit? É o Agente Jorge. De acordo com as digitais, a prisioneira era mesmo a X-Girl. Sim, ela fugiu e achamos que três Legionários estão envolvidos na fuga. Dois deles, inclusive, também foram dados como mortos: Witch-X e X-Boy.
Gambit – (ao telefone) Eles não podem estar longe! Reúna suas tropas! Estou mandando reforços! Quero que vasculhem cada pedaço de todo o estado de Pernambuco!
# Em algum lugar de Pernambuco...
X-Girl está diante da pessoa que contratou Megarelufo para capturá-la. E fica em estado de choque ao perceber que se trata de Julia Araújo, sua mãe.
X-Girl – Mamãe? E-eu... Eu não entendo! Por que isso tudo? Como você...?
Julia Araujo – Eu tinha que encontrá-la, minha filha!
X-Girl – Como você sabia que eu estava viva? Como... Como se envolveu nisso tudo?
Julia Araujo – Quando eu descobri que você e seu pai morreram, meu mundo caiu, Liz. Eu não tinha mais razão pra viver. (mostrando os pulsos) Eu tentei me suicidar várias vezes. Cortei meus pulsos, ingeri várias pílulas... Mas nunca consegui. (chorando) Eu era incapaz até de me matar. Seus avôs fizeram com que eu ficasse dois meses internada numa clínica de reabilitação. (enxugando as lágrimas) Eu não queria mais nada nessa vida. Não tinha mais nada que valesse a pena. Então, tudo mudou quando o testamento de seu pai veio à tona. E junto do testamento, um vídeo dele confessando tudo. Toda sua trajetória secreta como Deadpool, o primeiro Agente X da UCM.
X-Girl – (com lágrimas nos olhos) Papai...
Julia Araujo – Você tem idéia do quão arrasada eu ficar? Durante mais de vinte anos, ele escondeu isso de mim! Todas aquelas reuniões misteriosas, todas aquelas viagens de semanas... (gritando) Era tudo mentira!
X-Girl – O papai só queria te proteger, mamãe.
Julia Araujo – Você sabia?
X-Girl – Não, eu... Eu soube dias antes dele morrer.
Julia Araujo – E ele morreu, filha! Morreu por isso! (gritando e quebrando uma cadeira) Morreu por causa dessa maldita UCM! A mesma UCM que incriminou você, te obrigando a forjar a própria morte!
X-Girl – Mamãe... Eu... Desculpe, eu tinha que fazer isso.
Julia Araujo – (gritando) Por que você não me contou? Por que não me procurou? Tem idéia do que passei nos últimos meses pensando que você estava morta?
X-Girl – (chorando) Eu sinto muito, mamãe. Eu não queria te fazer sofrer...
Julia Araujo – (chorando) Mas fez! Eu pensava que estava morta! Até um dia desses...
X-Girl – Como... Como você soube que eu estava viva?
Julia Araujo – Quando descobri a identidade secreta de seu pai, comecei a investigar sobre os negócios dele e um deles se tratava sobre um processo da Pupila Rubi. Depois de meses pesquisando, encontrei o perfil de uma certa “Elizabeth Pryde” como uma das novas Pupilas. (chorando) E ela era você, Liz! Idêntica! Na hora eu pensei “ah, é apenas uma garota parecida com minha filha”, mas eu nunca consegui parar de pensar nisso. Será que era realmente minha filha, ou alguém muito parecida com ela? Então comecei a investigar a identidade “Liz Pryde” e encontrei várias irregularidades sobre seu passado fictício. Então, bolei um plano e contratei Megarelufo.
X-Girl – Você contratou um mercenário assassino para me capturar? Onde estava com a cabeça, mãe?
Julia Araujo – (gritando) Eu precisava dele! Precisava de alguém que executasse minhas ordens sem perguntar nada! E com sigilo absoluto!
X-Girl – (gritando) Por Deus, mamãe! Ele matou inocentes! Expôs minha identidade publicamente! A UCM já deve saber que estou viva!
Julia Araujo – (gritando) Isso foi necessário, Liz! E sua identidade tinha que ser exposta publicamente, para atraí-los pra cá!
X-Girl – (espantada) Atraí-los? Você quer que a UCM venha para cá?
Julia Araujo – (gritando) Foi por culpa da UCM que meu marido morreu! Foi por culpa da UCM que você foi tirada de mim, incriminada injustamente e “morta”! Eles precisam pagar! Gambit precisa pagar!
X-Girl – Você está fora de si, mamãe! E outra: Gambit nunca viria pessoalmente aqui. Ele manda seus agentes para executar o trabalho sujo. Você só vai pegar os peixes pequenos, mamãe.
Julia Araujo – (sorrindo) Para prender uma legionária fugitiva, a UCM vai mandar apenas os peixes pequenos. Mas e se ao invés de apenas uma legionária, estivessem vários legionários aqui?
X-Girl – (espantada) Se minha identidade secreta foi revelada publicamente...
Julia Araujo – (sorrindo) Então não é apenas a UCM que veio atrás de você. Tanto seus inimigos, quanto seus amigos acham que você está morta. E agora que a verdade foi revelada, todos virão até Recife recuperá-la. Então, quando você e seus amigos Legionários estiverem todos juntos aqui, a UCM irá enviar seus generais e tenho certeza de que o ego de Gambit o fará vir pessoalmente. E aí sim, minha vingança será feita!
Na próxima edição: Velhos amigos e antigos inimigos dão as caras na conclusão de “A Supremacia X”.
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